segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Mal Nenhum

Nunca viram ninguém triste?
Por que não me deixam em paz?
As guerras são tão tristes
E não tem nada demais

Me deixem, bicho acuado
Por um inimigo imaginário
Correndo atrás dos carros
Como um cachorro otário

Me deixem, ataque equivocado
Por um falso alarme
Quebrando objetos inúteis
Como quem leva uma topada

Me deixem amolar e esmurrar
A faca cega, cega da paixão
E dar tiros a esmo e ferir
O mesmo cego coração

Não escondam suas crianças
Nem chamem o síndico
Nem chamem a polícia
Nem chamem o hospício, não

Eu não posso causar mal nenhum
A não ser a mim mesmo
A não ser a mim mesmo
A não ser a mim

domingo, 13 de janeiro de 2013

You Probably Couldn't See For The Lights But You Were Staring Straight At Me

Pode ter sido pelas luzes
Talvez tenha sido os movimentos
Mas de alguma forma meus olhos ficaram fixos
Foi o vermelho com curvas e o preto brilhante se entrelaçando
Era perfeito.
A vibração do ambiente descompassando meu coração acelerado
Meu rosto avermelhado me diz o que está acontecendo
Mas não há nada a se dizer, não há o que falar
Se eu parasse pra pensar perderia um segundo do sincronismo entre meus olhos e tudo o que acontecia
E isso seria um desperdício, um segundo é muito tempo...
Eu mal me movo, porque tudo o que eu quero fazer é olhar
Enquanto tudo pisca, brilha, se movimenta e vibra... eu olho.
Eu amo cada movimento, cada ruído, cada segundo de tudo o que eu vejo.
Eu sinto que lá era exatamente onde eu queria estar.
Não foi preciso entender, formular uma lógica ou aplicar um sistema...
Foi apenas sentir tudo acontecer, e aproveitar cada segundo ali, esperando que nunca acabe.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

You're not the only one

-É como estar embaixo d'água
(Imensidão Claustrofóbica)

-É como permanecer com a mente ativa, mas o corpo morto
(Afundar)

-Escuridão (frio), ausência de tudo
(Só afundar lentamente)

-Não há um fundo a se chegar
(Talvez tenha) [Você vai morrer antes de alcançá-lo]

-A pressão fará meu peito implodir
(Explodir!)

-É... é só... é como se minhas memórias fossem minha âncora, eu me vejo logo abaixo enquanto afundo...
(As águas refletem e assistem a mesma história de sempre) [Ele não se cansa desses conflitos pequenos e vazios, né?]

-Conflitos emocionais...eu devia fazer uma lista de motivos pra não morrer
(Papel em branco) [tem um: Vaidade. Fim]

-Queria fazer as coisas diferente...
(Todos querem, babaca!) [Ai não, agora vem as ondas de arrependimento e blá blá blá!]

-Queria ser diferente...melhor
(Aperfeiçoamento?) [Masturbação!]

-Como isso vai terminar?

(Simples...) [Há! Assim...]

...

domingo, 6 de janeiro de 2013

Down em Mim

Eu não sei o que o meu corpo abriga
Nestas noites quentes de verão
E nem me importa que mil raios partam
Qualquer sentido vago de razão
Eu ando tão down
Eu ando tão down

Outra vez vou te cantar, vou te gritar
Te rebocar do bar
E as paredes do meu quarto vão assistir comigo
À versão nova de uma velha história
E quando o sol vier socar minha cara
Com certeza você já foi embora
Eu ando tão down
Eu ando tão down

Outra vez vou te esquecer
Pois nestas horas pega mal sofrer
Da privada eu vou dar com a minha cara
De panaca pintada no espelho
E me lembrar, sorrindo, que o banheiro
É a igreja de todos os bêbados
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Down... down

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Fire Coming Out of The Monkey's Head

Incerteza.
Dúvidas, insegurança e medo provocando uma agitação desconfortável. Medo.
Tremores, desconforto no estomago, voz tremula, olhos mal se lembram de piscar, inquieto sem distração, não há nada que 6 cordas possam fazer para me tirar desse estado. Frio.
Um milhão de pensamentos por segundo construindo milhões de hipóteses, baseando teorias, tendo achar ligações e um sentido a tudo (mente sistemática). Perguntas feitas sem respostas, respostas que abrem novas perguntas e um rombo em meu peito. Desespero. Frio. Milhares de sensações, das mais bonitas as mais pesadas, um sangramento sem fim, angustia, aperto no peito, o nó na garganta. Frio. E então...



....Nada.





"... your time has come to see
There's nothing you believe you want
But where were you when it all came down on me?
Did you call me now?"

sábado, 13 de outubro de 2012

Eu não sei...

Abandonei meus textos e minha capacidade de escrever... Abandonei as ideias e o esforço do pensar... Abandonei a mim... e com certeza a você. Tudo isso para escapar do momento em que eu estou agora... socando toda a teoria da minha profissão garganta abaixo desesperado pra entupir meu cérebro, eu chego ao exato momento onde devo parar de fingir... Fingir que não me importo... Fingir que não me dói... Fingir que não é comigo... Fingir que não estou no fundo do poço, porque cá estou eu... destruído de novo. Cá estou eu precisando de ajuda, precisando de suporte, mas entocado no fundo da superficialidade, que aparentemente, nada consegue tocar. Não há arranhões, certo? Errado. E eu me pergunto o que devo fazer, e respondo que não sei... a mesma resposta que tenho ao te perguntar isso. Mas parece que está tudo bem, enquanto rirmos um do outro, enquanto o nosso sexo estiver intacto, enquanto nossos amigos disserem que somos lindos, enquanto eu fingir e me abandonar... está tudo bem, certo? Errado. É como se a mão que me foi estendida pra me tirar da morte, tenha me soltado em um penhasco ainda maior... foi como assistir meu herói virar o meu vilão. E cá estou eu... e você onde esteve? Por que não apagou as luzes ao sair? Por que deixou tantas vezes essa porta aberta, mesmo quando eu quis trancá-la? Por que? Como? Como você deixou de ser a minha boia pra se tornar a minha âncora?

Obrigado pela música, meu amigo!

título que eu quero dar por algum motivo obscuro todo rompimento vai ser do mesmo jeito? duvido. afinal, a gente sempre duvida. a última experiência (que deixou feridas) sempre é a que mais nos fez sofrer. mas essa é do tipo em que vou envelhecer e dizer que aquela é a garota que eu sempre amei. as cartas, as músicas, as promessas e as lembranças. estarão sempre aqui, não tento sem sucesso jogar minhas memórias no lixo. essas, não outras. essas. como gostaria de que essas fossem reais assim como as vi. aliás, se o modo como as vi não bate com as realidades, então ou não chego perto de compreendê-las (bastante provável) ou o que eu vi não passou perto da realidade (também bastante provável). o que é a realidade? a realidade é o que eu quero fotografar antes de fotografar. que eu quero escrever antes de escrever. a realidade além de tudo é algo que acontece independente de como a compreendemos. se a compreendemos, ela não é realidade. isto chama-se idealidade. a minha idealidade é que você é tudo pra mim. a minha idealidade é dizer que não quero que você leia isso, mesmo querendo. é dizer que quero, mesmo não querendo. é dizer que quero, querendo. é dizer que não quero, não querendo. é que, a partir do momento que digo, deixa de ser a verdade. passa a ser somente a verdade que quero criar. o meu karma é escrever tudo que me vem a cabeça, trazendo a idealidade sobre os fatos pra perto ou afastado-a. é escrever as nossas lembranças em papéis que não serão lidos (mas que eu queria que você de certa forma soubesse). a minha idealidade poderia melhor representar a minha realidade caso eu conseguisse produzir algo diretamente com o que eu sinto, ouço, cheiro, toco e vejo. mas a graça está em tentar representar ela na maneira das linguagens que temos. as vezes queria poder fotografar o que os meus olhos estão vendo. - mesmo que eu esteja com a câmera, a fotografia não vai sair com o reflexo do meu rosto me encarando na parte escura do visor da mesma. por outro lado, até gosto desse limite da produção. mas também gosto de escrever sobre ele. a realidade é que nós nunca vamos nos aproximar da realidade do que eu sinto por você, mas sei que sem juízo algum, deixei chegar nisso. na esperança colorida de um mundo cinza. não somente pelo nossos costumes e memórias, mas pela sua arte que me encanta. a realidade é que mesmo consertando o que agora está quebrado, ainda não me satisfaria. mesmo ela hoje tendo deixado a estação dela passar de propósito. você não é uma peça quebrada no meu mosaico. nunca esteve comigo por completa. nunca fez parte dele, logo, não pode ser peça quebrada ou peça faltando. você também não é uma peça a mais no meu mosaico, aquela que não se encaixa. você o colore diferente, o leva para outras realidades. pra nossa idealidade. transformei tua imagem metamórfica no meu motor. motor que não pergunta e/ou não entende como o resto da máquina funciona. ~ http://www.youtube.com/watch?v=9qFUNj7CFow